18/02/2026 - Suspeito de aplicar golpe recebeu R$ 16 mil de vítima em Guarujá
g1 Santos
Um homem apontado como responsável por golpes envolvendo a venda de Unidades Habitacionais em Guarujá, no litoral de São Paulo, foi denunciado à prefeitura após sua foto começar a circular nas redes sociais. A administração municipal confirmou que houve fraude nos contratos e orientou as vítimas a registrarem boletim de ocorrência para investigação policial.
Na sexta-feira (16), um grupo esteve na prefeitura para relatar a situação e cobrar providências. A Secretaria de Habitação reforçou que não há venda direta dessas unidades. Ao menos 30 pessoas se consideram vítimas e se articulam em grupo de WhatsApp.
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Uma delas, de 34 anos, contou ao g1 que conheceu o homem por indicação de uma amiga, em junho de 2025. Ele se apresentava como corretor de imóveis.
Em julho, acreditando que o negócio seria concluído, ela transferiu R$ 13 mil via Pix e entregou outros R$ 3 mil em dinheiro como entrada. O contrato previa a entrega das chaves em 29 de agosto de 2025, mas o prazo não foi cumprido.
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Segundo a vítima, sempre que cobrava o suspeito, ele apresentava uma justificativa diferente para adiar a entrega. As desculpas se repetiram e o imóvel nunca foi entregue.
Denúncias nas redes sociais
Na quinta-feira (12), a foto do suspeito passou a circular nas redes sociais acompanhada de alertas de golpe. Após a divulgação, outras pessoas relataram ter sofrido prejuízos semelhantes.
Um grupo no WhatsApp foi criado para reunir os relatos, e a vítima entrevistada pelo g1 foi adicionada pela amiga que havia indicado o contato do suposto corretor. Segundo ela, o grupo já conta com mais de 30 pessoas que afirmam ter sido enganadas pelo mesmo esquema.
O que diz a Secretaria de Habitação
Na reunião com os moradores, o secretário Pedro Luís de Freitas Gouvêa Jr. confirmou que houve fraude e destacou que os contratos apresentados eram falsos.
As vítimas questionaram se a prefeitura poderia registrar boletim de ocorrência, mas foram informadas de que o caso seria analisado pela Assessoria Geral do Município (AGM), responsável pelos assuntos jurídicos.
O secretário acrescentou que as próximas 600 unidades habitacionais serão destinadas a famílias selecionadas por critérios sociais, como locação, desmoronamento e alagamento, reforçando que não há possibilidade de venda direta desses imóveis.
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